
Na primeira reunião do ano, realizada em 18 de janeiro, a ministra reforçou o pedido da presidente, Cristina Kirchner, sobre aumentar o conteúdo local e equilibrar a balança comercial: “É hora de avançar em sintonia fina: aprofundar o processo de desenvolvimento de fornecedores locais para a substituição das importações.”
Giorgi anunciou que para acelerar este avanço e identificar as necessidades dos fornecedores e os produtos passíveis de nacionalização, serão criadas comissões por família de produtos, com agenda já definida. O primeiro grupo se reunirá para tratar de chicotes elétricos em 19 de fevereiro, seguido por eixos e cardans, em 5 de março, engrenagens de caixas de câmbio, em 19 de março, módulos eletrônicos, em 9 de abril e por fim, baterias, em 23 de abril.
Durante a reunião, foram analisados também os progressos sobre a substituição de importações de amortecedores, antenas, baterias, alto-falantes, parafusos de roda, cabos de controle, caixas de direção e de transmissão, discos de freio, embreagens, engrenagens de caixa de transmissão, para-brisa, isolantes acústicos, pastilhas de freios, relés, além de outros parafusos e porcas.
ALGUNS AVANÇOS
Todas as montadoras instaladas no país apresentaram avanços de nacionalização de peças. A Fiat destacou que acordou com fornecedores locais a compra de 60 mil tambores de freio para os modelos Palio e Siena e 342 mil discos de freios para novos modelos. Informou ainda que estão adiantadas as negociações para o fornecimento local de amortecedores e antenas, além da homologação em curso de baterias e buzinas. Para a Iveco, estão negociando parafusos de rodas.
Por sua vez, a GM investe em amortecedores para o mercado de reposição e estão estudando um acordo com uma fabricante para o fornecimento de alarmes de buzinas, além de um processo de homologação de embreagens.
O Grupo PSA Peugeot Citroën está de olho nas baterias argentinas, amortecedores, parafusos de rodas e chicotes elétricos.
Já a Volkswagen confirmou uma ordem de compra de 60 mil discos de freio para o modelo Suran (Spacefox) e já acordou a compra de tambores, enquanto negocia com outro fornecedor a produção local de caixas de câmbio para equipar Suran e Amarok. Também está em processo de homologação de baterias, chicotes elétricos, relés de reposição para a Amarok e caixas de transmissão.
No caso da Ford, a montadora informou ter acordado a compra local de antenas para Ranger, com produção a partir de março, e avançam as negociações da mesma peça para o Focus. Dará início ao processo de homologação de baterias e negocia para comprar caixas de transmissão e peças fundidas argentinas. Emitiram ordem de compra de parafusos, espumas para isolamento acústico e analisam a produção local de sensores de estacionamento.
Por fim, Toyota trabalha com a compra de antenas, cuja fabricante foi ao Japão, acordou preço e enviou amostras para homologar sua produção na Argentina. A montadora também diz que enviou à matriz amostras de buzinas que utilizará para um novo projeto.
Os dirigentes da Renault informaram ao governo argentino que estão para realizar a homologação de baterias e a Mercedes-Benz disse que avança com a nacionalização de módulos eletrônicos.