Segundo balanço divulgado pela associação de fabricantes, a Adefa, no acumulado de oito meses foram negociados aos concessionários 264,3 mil carros e utilitários, em retração de 49,2% na comparação com igual período de 2018, quando a recessão econômica já havia se instalado no país, o que indica o aprofundamento das dificuldades. Na evolução mensal das vendas, graças aos bônus o recuo é bem menor. Em agosto, com 38 mil unidades vendidas, houve pequena queda de 3,1% em relação a julho e de 27,2% quando se compara com o mesmo mês do ano passado.
O cenário tende a se tornar ainda mais negativo sem os incentivos. Setembro começou sem a participação nos bônus do governo argentino, que enfrenta severas dificuldades fiscais. Os descontos continuam a ser bancados integralmente por algumas marcas como Volkswagen, Renault e Toyota, enquanto a Adefa e a associação dos concessionários negociam a continuação do programa.
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PRODUÇÃO E EXPORTAÇÃO |
Após paralisações em diversas fábricas na Argentina erm julho, a produção voltou ao normal em agosto, o que provocou expressivo crescimento porcentual de 42,4% nos volumes produzidos entre um mês e outro. Em 21 dias úteis de trabalho foram fabricados 30,8 mil veículos, número ainda 37,5% abaixo na comparação com agosto do ano passado.
Nos primeiros oito meses de 2019 as fábricas argentinas produziram 213,6 mil veículos, número 35,9% inferior ao verificado nos mesmo período de 2018.
As exportações, principal válvula de escape da indústria automotiva argentina durante a crise, também apresentam desempenho abaixo da média. Em agosto foram exportadas apenas 18,8 mil unidades, em baixa de 5,3% sobre julho e retração de 32,8% ante o mesmo mês do ano passado.
De janeiro a agosto as exportações argentinas de veículos somaram 146,4 mil unidades, o que representa queda de 16,3% em relação ao mesmo intervalo de 2018. O Brasil segue sendo o maior mercado externo para os carros e utilitários produzidos no país vizinho, com 65,7% das compras. O segundo maior destino é o Chile (5,7% das vendas externas), seguido de perto por Peru (5,5%) e Colômbia (5,4%).