
“Vamos reduzir a quantidade importada de carros do México em 33% no primeiro ano e continuar o mandato da presidente para preservar o equilíbrio externo. Este acordo abre as portas para diversificar nossas exportações e acesso ao mercado mexicano”, declarou a ministra em comunicado divulgado pelo Ministério da Indústria da Argentina.
Segundo a nota, o acordo também prevê um maior conteúdo regional de veículos vindos do México, mas especifica apenas que o conteúdo atual, de 30%, passará para 40% em 2016.
Durante o anúncio, Giorgi também disse que na segunda-feira, 17, vai retirar os questionamentos que a Argentina havia levantado anteriormente sobre o acordo bilateral com o México no Órgão de Solução de Controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
DESEQUILÍBRIO
A ministra lembrou que a Argentina havia suspendido o acordo com o México porque o país tinha a vantagem de vender um número ilimitado de veículos e que não eram tarifados devido ao Acordo de Complementação Econômica, que permitia o livre comércio bilateral. Este acordo, em vigor desde 2003, foi suspenso em junho deste ano pelo governo argentino, por um período de três anos. Além disso, a Argentina fixou uma tarifa de 35% sobre os veículos mexicanos.
A suspensão do acordo veio após a divulgação da balança comercial de veículos com o México, que em 2011, teve um desequilíbrio de quase US$ 1 bilhão.
O mesmo fator – de desequilíbrio na balança – levou o Brasil a revisar o acordo com o México em fevereiro deste ano, resultando em cotas de importação, mesma medida agora adotada pela Argentina. No ano passado, as exportações de veículos do México para o Brasil saltaram 70%, em meio à forte demanda do mercado brasileiro (leia aqui).