logo

anef

Arrocho no crédito terá impacto nas vendas de carros

<style type=”text/css”>
.texto {
font-family: Verdana, Geneva, sans-serif;
font-size: 10px;
color: #666;
}
.texto {
text-align: left;
}
</style>
Author image

cria

08 dez 2010

3 minutos de leitura

NOTÍCIAS AUTOMOTIVAS EM QUALQUER LUGAR
Email RSS Twitter WebTV Revista Mobile Rede
Social


Automotive Business, com informações do Estadão e Agência Brasil.

Estatísticas recentes da Anef, associação das empresas financeiras de montadoras, explicam a preocupação do setor automotivo sobre a evolução das vendas de veículos a partir de agora. Em setembro o crédito direto ao consumidor respondia por 46% das vendas de automóveis e comerciais leves, cabendo às vendas à vista 37%.

A taxa média de juros praticada pelas afiliadas da Anef foi de 1,44% ao mês (18,72% a.a.) em setembro de 2010, contra 1,45% ao mês (18,86% a.a.) no mesmo período de 2009. Os planos médios para financiamento de veículos foram de 42 meses em setembro de 2010, mantendo o mesmo registrado em setembro de 2009.

E agora, como ficam as condições para o financiamento, depois das mudanças promovidas pelo Banco Central?

Para as taxas não subirem nos financiamentos, há exigência de uma parcela de 20% do valor do veículo em planos em 36 meses, de 30% em 48 vezes e de 40% em 60 meses. Para financiamentos em 24 meses não é preciso entrada e a taxa de juros fica mantida.

Embora o presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, tenha afirmado que o impacto será de efeito transitório, para conter a bolha de consumo, a iniciativa do Banco Central pegou o setor de calças curtas e há estimativas de queda de até 20% nas vendas de carros zero quilômetro, como avalia a jornalista Márcia de Chiara no Estadão da segunda-feira. As taxas de juros tiveram aumento de até 1% ao mês. O efeito é grande na prestação de um Celta flex 1.0, que passa de R$ 610 para R$ 762.

Para muitos analistas do setor automotivo, o arrefecimento nas vendas traz resultado positivo para a cadeia de produção, que vinha trabalhando no limite, com dificuldades de suprimentos e custos logísticos elevados. Já no setor de caminhões a trajetória depende pouco do CDC (a preferência é por Finame) e há expectativa de produção em alta nos meses de janeiro e fevereiro.

O presidente da Fenabrave, Sérgio Reze, considerou que apesar de impactarem as vendas de veículos em 2011 as medidas do Banco Central foram bem aceitas por serem consideradas necessárias. “Não temos ainda como avaliar os impactos das novas medidas nas vendas de veículos para o ano que vem, mas certamente isso ocorrerá, como é o objetivo do governo. Nossa expectativa é de que essas medidas sejam passageiras e que, tão logo o país esteja reequilibrado, as formas de crédito voltem aos patamares anteriores”, concluiu.