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As 7 megatendências mundiais para o setor automotivo

Segundo a Fundação Dom Cabral, “megatendências são baseadas em expectativas generalizadas, originadas das mudanças estruturais que já são observadas na sociedade, natureza e nas relações entre economias”. Pode ser até palavra da moda, mas nada se planeja no mundo, atualmente, desconsiderando esses conceitos. E no setor autoindustrial, então, nem pensar em qualquer passo adiante, mesmo em curto prazo, sem analisar com uma lupa essas interações.
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cria

25 mai 2016

3 minutos de leitura

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Um dos mais recentes e completos estudos é de autoria de Dave Leggett, editor-chefe do site inglês just-auto, no qual este colunista atua como correspondente no Brasil há 10 anos. O trabalho, longo e detalhado, denomina-se “Uma avaliação das megatendências que conduzirão as mudanças na indústria automobilística”. No sumário executivo ele aponta sete megatendências.


Mundo em crescimento, urbanizado e multipolar
– Possibilidades e desafios são imensos. Uma crescente classe média nos países em desenvolvimento está no centro dessa nova onda de consumo. A imensa população indiana e sua baixa taxa de motorização atraem oportunidades que também existem em outros emergentes e regiões do mundo.


Mais consolidação industrial adiante
– Novas alianças entre marcas são possíveis para dividir custos e reforçar presença global. A fragmentada indústria chinesa encara considerável reorganização. No setor de autopeças, as fusões estão ocorrendo pelo rápido crescimento em tecnologias avançadas como conectividade e eficiência do trem de força.


Carros mais “verdes” aceleram
– Indústria está sob pressão para diminuir emissões de CO2. Opções de trem de força permanecem fragmentadas, com dominância crescente de motores a gasolina de três e quatro cilindros. Participação de diesel na Europa cairá na esteira do “dieselgate” da VW e da chegada de motores a gasolina menores e mais eficientes.


Novos modelos de negócio proliferam
– No dinâmico espaço da mobilidade pessoal, as companhias que abraçarem tendências, a exemplo do Uber, crescerão. Compartilhamento de carros por meio de frotas ou “clubes” e plataformas desse tipo vieram para ficar. Fabricantes podem evoluir de sua função primária para provedores de serviços de mobilidade.


Carros autônomos estão chegando
– Desenvolvimento é rápido, em diferentes níveis de assistência ao motorista. A indústria caminha para o automóvel autônomo, mas não há cronograma claro e grandes obstáculos permanecem.


Pessoas e carros conectados
– A revolução do telefone inteligente está sacudindo o conceito de entretenimento. Rápidas mudanças tecnológicas levarão a uma batalha entre a conectividade por meio de sistemas existentes a bordo e os que já estão disponíveis no celular.


Revolução digital põe o cliente no topo
– Vendas ao consumidor final mudarão de foco no produto para se concentrar no comprador. Novas estratégias fundirão atendimento na loja, online e em dispositivos móveis (celular e tablete) para melhorar a experiência de compra. Incluem marketing personalizado e gerenciamento de relações com o cliente. Nas grandes cidades haverá centros de marcas com o crescente uso de estratégias digitais em substituição ao relacionamento tradicional cliente-concessionária.