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As mulheres avançam nas linhas de produção

A jornalista Cleide Silva escreveu no Estadão de domingo, 10, que foram identificadas quase 350 mil mulheres metalúrgicas em estudo do Dieese — Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos. Em 1999 elas eram 176,6 mil no setor.
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11 jan 2010

1 minutos de leitura

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Enquanto a participação das mulheres cresceu 96% de lá para cá, a dos homens avançou 72%, para 1,76 milhão de trabalhadores.

Clementino Vieira, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos, justificou a evolução explicando que muitos empregadores chegaram à conclusão de que as mulheres são mais caprichosas e mais produtivas que os homens.

As mulheres, que representam 16,4% da força de trabalho metalúrgica, têm atuação maior nos ramos de fabricação de máquinas, equipamentos, materiais elétricos, veículos e peças.

No setor automotivo elas aparecem em maior número nas fábricas mais novas. Cleide Silva mostra como exemplo que na fábrica da Ford em São Bernardo, mais antiga, há 3% de mulheres na área de produção. Na filial de Camaçari, mais recente, há 25%.

A jornalista revela que as mulheres ganham em média 27% menos que os homens metalúrgicos, segundo dados da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT. Já o IBGE calcula esse indicador em 30%.