Enquanto pensa nas operações locais, a Fiat Automóveis examina as oportunidades que a empresa pode ter com a nova operação da Chrysler na América do Norte, comandada pelo CEO do Grupo Fiat, Sergio Marchionne.
Parecem mínimas no momento as chances da Fiat Automóveis exportar veículos para os Estados Unidos, onde a Nova Chrysler deve avançar na área de carros compactos. Oportunidades podem surgir, no entanto, com soluções e serviços na área de engenharia e com a exportação de motores fabricados pela FPT Powertrain Technologies (empresa do Grupo Fiat) em Campo Largo, no Paraná.
A FPT, herdeira dos projetos da Tritec Motors (joint venture entre DaimlerChrysler e BMW), possui motores a gasolina pura que podem ser adequados para mercados exigentes como o norte-americano.
Novos clientes
Encontrar novos clientes tem sido uma preocupação da FPT no Brasil, que busca novas aplicações para seus propulsores junto a empresas que não pertencem ao Grupo Fiat, responsável pela maior parte da receita com as compras da Fiat Automóveis, CNH e Iveco.
Sérgio Hartman, diretor de manufatura da FPT Powertrain Technologies em Betim, admitiu a Automotive Business que a aliança entre Fiat e Chrysler pode abrir as portas às exportações da operação em Campo Largo.
“Nossos motores oferecem padrão compatível com os projetos que serão desenvolvidos nos Estados Unidos pela joint venture” – admite Hartman, que tem intimidade com os programas da Chrysler.
Hartman, 46 anos, tem a carreira ligada à área de motores. Ele foi diretor industrial na Iochpe Maxion, que deixou para trabalhar na Chrysler do Brasil, onde permaneceu até 2001 para depois assumir o posto de diretor técnico da Tritec Motors.
Em março de 2008, quando a planta foi adquirida pela FPT, Hartman passou a integrar a nova equipe como plant manager. Em maio de 2009 assumiu a Diretoria de Manufatura da FPT – Powertrain Technologies em Betim.