Entra em decadência essa história de achar que o poder está em demitir ou contratar, e depois o orientar e o controlar: “O caminho para o sucesso é este…” ou “O caminho para seu crescimento é aquele…” Isso não faz mais sentido.
No ambiente digital e distribuído, cada colaborador poderá mergulhar cada vez mais fundo em seu potencial e identificar aquilo que diferencia e que lhe permite dar uma entrega diferenciada para encontrar a sua felicidade. Buscar seu projeto de vida com mais autonomia. Para a liderança, o modelo administrativo de alguém que dá ordens e depois se responsabiliza está perdendo espaço: plataformas, softwares e celulares são feitos para se renovar, então é preciso que o líder esteja preocupado com a manutenção do ecossistema de negócios propício para a inovação.
O líder então vai se preocupar com a inovação voltada para a competitividade, ou seja, aquisição, rentabilidade e retenção de clientes. O foco estará em tirar entraves, ajudando a equipe nos ambientes culturais, financeiros, tecnológicos, legais e articular para que o ambiente se torne favorável. Tem de ser um “facilitador” para que as pessoas possam traçar o próprio caminho dentro de um projeto.
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LIDERANÇA ON DEMAND |
De alguma forma, todos exercerão algum tipo de liderança. Seja como representante das áreas de atendimento, financeira ou logística, por exemplo, o colaborador liderará ou influenciará o grupo por sua participação no negócio como representante da área. E este é o estado da liderança de hoje, que é mais contextual. O líder exercerá seu papel enquanto estiver trabalhando com aquele projeto específico. Conforme a necessidade. E assim será na comunidade, na igreja, na escola e por aí vai.
E aquele líder que é o super “sabe tudo”? Bom, hoje em dia, para se encaixar naquele velho modelo mental de liderança, é preciso conquistar a atenção de muita gente por muito mais tempo, algo do tipo “gestão youtuber”.