
Os ataques do grupo Houthi às embarcações no Mar Vermelho devem reverberar na logística de fornecimento de matérias-primas e peças às montadoras.
É o que afirma Vincent Clerc, CEO da Maersk, uma das maiores empresas de transporte marítimo de contêineres do mundo.
VEJA MAIS
– Crise no Mar Vermelho vai atrasar entrega de peças no Brasil– Volvo e Tesla suspendem produção após ataques no Mar Vermelho
“Para nós isso significa maior tempo de trânsito e provavelmente disrupções na cadeia de fornecedores por, pelo menos, alguns meses. Espero que seja uma situação temporária, mas ela pode se prolongar por conta da imprevisibilidade de como essa situação está se desenvolvendo”, afirmou, durante o encontro anual do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
Transporte no Mar Vermelho: Mudança de rota afeta prazos e custos
Além da Maersk, Hapag-Lloyd e COSCO decidiram suspender as rotas pelo Mar Vermelho por tempo indeterminado.
Como alternativa, os navios estão sendo forçados a navegar pelo Cabo da Boa Esperança e também por outras rotas no continente africano.
Essa mudança resulta em “pelo menos 14 dias adicionais de viagem e aproximadamente US$ 1 milhão a mais em custos operacionais”, disse Corey Ranslem, CEO da Dryad Global, empresa de inteligência marítima, ao site “Just Auto”.
Situação pode melhorar nas próximas semanas
A Freightos, empresa que opera uma plataforma de reservas e pagamentos de fretes internacionais, acredita que o cenário vai se deteriorar antes de melhorar. Essa mudança positiva poderia ocorrer no final de janeiro, a poucos dias do Ano Novo Lunar na Ásia.
Aproximadamente 10% do petróleo e 8% do gás natural comercializados globalmente passam pelo Estreito de Bab al-Mandab. Mesmo assim, os ataques realizados pelos Houthi forçaram gigantes petrolíferas, como Shell e BP, a suspenderem as rotas por lá.
