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Audi acelera a 3 dígitos no Brasil

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pedro

01 set 2011

4 minutos de leitura

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Pedro Kutney, AB

O crescimento da Audi este ano no Brasil deve superar os 100%, alcançando 6,5 mil unidades vendidas, contra 3,2 mil em 2010, conforme projeta o presidente da empresa, Paulo Kakinoff (foto). “É o país onde a Audi mais cresce no mundo em termos porcentuais”, diz. E o ritmo tende a continuar forte, com expansão de cerca de 20% ao ano nos próximos três anos, aposta Kakinoff.

“No Brasil as marcas premium (ele só compara os carros da Audi com os das também alemãs BMW e Mercedes-Benz) têm menos de 1% do mercado, enquanto em países vizinhos esse índice já passa de 1,5%. Portanto vemos ainda muito espaço para crescer aqui”, afirma, para explicar como pode avançar tanto uma marca cujo o modelo mais barato custa quase R$ 90 mil (A1) e o mais caro chega a R$ 1 milhão (R8 GT).

A Audi também comemora ganho de quatro pontos porcentuais de participação em seu autodenominado “mercado premium”. No seleto grupo das três marcas alemãs onde Kakinoff faz a comparação, “nosso share subiu de 17% das vendas no começo deste ano para 21% agora”. Quem está fazendo a diferença é o pequeno A1, que chegou em maio, já vendeu mais de 690 unidades e caminha para ser o líder da marca no Brasil. “O A1 deverá ficar com 20% a 25% dos nossos negócios, competindo com o líder atual, o A4, que deverá continuar a representar também de 20% a 25% do mix”, calcula o executivo.

A1: outro subcompacto bom de venda

Kakinoff conta que o A1 (foto acima) cativou três tipos diferentes de público no Brasil. Os principais compradores são jovens que estão escolhendo seu primeiro carro, normalmente filhos de famílias da Classe A, cujos pais já têm um Audi ou outros carros de alto luxo. O segundo maior público é formado por gente com estilo de vida atrelado a arrojos de design, como profissionais liberais ligados à arquitetura, decoração e publicidade, por exemplo. Por fim, Kakinoff cita os consumidores mais improváveis do A1: “São pessoas que já tem carros grandes, como SUVs Land Rover ou sedãs BMW série 5 e Mercedes-Benz Classe E. Eles usam esses veículos nos fins de semana e preferem um modelo menor e mais ágil para encarar o trânsito, mas sem abrir mão do luxo.”

Kakinof avalia que o A1 faz sucesso porque oferece o melhor de dois mundos: “Como motorista você se sente ambientado como se estivesse em um carro de grande porte, mas com consumo de carro pequeno (motor 1.4 de 122 cv) e velocidade de um esportivo (máxima de 203 km/h).”

Estratégia

Para continuar a acelerar as vendas da Audi no Brasil, Kakinoff aposta em manter a aura de sofisticação da marca. Por isso garante que não pretende trazer as versões mais baratas da mkarca disponíveis na Europa. “Focamos no trinômio sofisticação, esportividade e tecnologia. Por isso todos os carros que trazemos têm câmbio automático S-tronic, faróis de LED, são completos. Antes da chegada do A1 nosso menor motor da gama partia de 200 cavalos. Não queremos competir abaixo disso”, afirma – o que pode ser explicado também pela maior rentabilidade garantida nessa faixa do mercado.

Atualmente a Audi tem no Brasil 22 concessionárias e deve encerrar 2011 com 29. O projeto, segundo Kakinoff, é alcançar de 40 a 42 pontos de venda até o fim de 2013, trabalhando com 15 a 18 grupos concessionários. “Com isso estaremos em 95% das praças brasileiras que hoje consomem modelos premium.” E a Audi pretende emplacar muitos dos seus por aqui, já que o número de modelos e versões deve crescer para 45 até o fim de 2012 (hoje já são 35).

Kakinoff admite, contudo, que nem sempre o cliente encontra o Audi que procura na concessionária. “Temos fila de espera para alguns modelos porque a produção não está conseguindo acompanhar a demanda, que está crescendo cerca de 100 mil unidades por ano, o que é quase uma fábrica”, diz. A previsão da Audi é vender quase 1,3 milhão de veículos no mundo todo este ano, contra 1,2 milhão em 2010.