
Ele calcula que, definidas as últimas pendências da política industrial, a companhia precisará de cerca de três meses para finalizar o projeto e anunciar sua decisão. O executivo concorda com Rupert Stadler, CEO da organização, que afirmou recentemente que é preciso ter mais clareza sobre a política industrial para decidir sobre a instalação de uma fábrica brasileira (leia aqui). Radomile lembra que, sem a publicação das portarias pendentes, a legislação está sujeita a alterações. “Nosso estudo está bem pronto. O problemas é que teremos de revisar se as premissas forem modificadas.”
Como exemplo das mudanças pelas quais o regime automotivo ainda passa, Radomile aponta a exigência de mais etapas fabris feitas no Brasil, medida anunciada em abril (leia aqui). “O problema é que tudo ainda está muito vago. Por exemplo, o que será considerado como estamparia? Posso fazer aqui tanto peças pequenas quanto a lateral inteira de um veículo”, questiona. A companhia também se prepara para o desafio de desenvolver fornecedores locais. “No segmento premium, muitos componentes têm um único fabricante mundial. Precisamos ver como isso será feito.”
O executivo prefere não dar detalhes sobre as regiões candidatas a receber a fábrica. Se confirmada, o mais provável é que a planta seja erguida no mesmo complexo industrial da Volkswagen, em São José dos Pinhais. O investimento deve ficar em torno de R$ 595 milhões, o mínimo exigido pelo governo para fábricas de baixo volume, com capacidade para até 35 mil carros por ano.
