Peter Schwarzenbauer, presidente mundial da companhia, reflete otimismo, especialmente depois de começar o ano com as vendas caindo apenas 12% no primeiro bimestre e deixando para trás concorrentes tradicionais como Mercedes e BMW. A liderança no mercado europeu acontece pela primeira vez no segmento Premium. Ele afirma que a marca tem como objetivo chegar à liderança global no segmento até 2015.
O crescimento da marca no Brasil faz parte de seus planos. Foram comercializados apenas 1.400 veículos Audi no país em 2008. Até 2015 o novo presidente da operação brasileira, Paulo Sérgio Kakinoff, tem como missão elevar o volume para 5 mil a 6 mil unidades. Expandir a rede de distribuição, atualmente com 17 concessionárias, é prioridade absoluta. O alvo inicial são as capitais onde a marca não está presente.
Schwarzenbauer afirma que o Grupo Volkswagen é o único que tem presença em todos os segmentos de veículos, oferecendo desde carros populares até os luxuosos da Audi, Porsche e Bentley. Há a linha caminhões, com a marca Scania. “O grupo é muito forte financeiramente e está em boa posição para enfrentar a crise financeira internacional” – garante. Ele acredita que ainda haverá mudanças importantes na indústria automobilística global em função dos problemas estruturais do setor em praticamente todos os países.
O Brasil é pouco representativo nos negócios da Audi, ocupando um modesto 27º lugar entre os países que mais vendem veículos da marca. A empresa já produziu localmente o A3, na fábrica da Volkswagen no Paraná. As vendas foram modestas e a montagem foi suspensa.
Os veículos da marca comercializados no Brasil são importados da Alemanha. O A3, por exemplo, custa cerca de R$ 98 mil. Este ano chegarão o utilitário Q5, o sedã A6 e o esportivo TTS, todos no segmento de carros de luxo, que tem sofrido menos com a crise. Há fila de espera pelo Audi R8, de R$ 555 mil. Em 2011 será lançado o A1, logo após a apresentação na Europa. Será o ‘junior’ da família Audi, com preço abaixo do A3.