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Audi revê tom otimista do início do ano

Com uma queda de 6,8% em emplacamentos neste primeiro trimestre, a Audi mudou o tom otimista que havia até o começo do ano e já admite que suas vendas não mais crescerão até 30% em 2016 como a companhia acreditava. Pouco antes de mostrar a nova geração do A4 (leia aqui), o presidente da montadora no Brasil, Joerg Hofmann, lembrou que o cenário político e econômico mudou bastante, obrigando a empresa a repensar sobre suas estimativas.
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06 abr 2016

2 minutos de leitura

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No entanto, Hofmann reforça que a Audi não interrompeu outros planos e ainda terá lançamentos este ano como o novo esportivo R8 e a versão Avant (perua) do A4, que chega no segundo semestre: “Não vamos tirar o pé do acelerador”, afirma o executivo.

Sobre o volume total de vendas até o fim de 2016, o diretor de marketing da companhia, Herlander Zola, nem arrisca um palpite: “Vivemos um momento em que é difícil fazer projeções.”

Até o fim do ano, ele prefere apenas estimar a participação dos principais modelos no mix de vendas: “O A3 sedã deverá ter entre 35% e 40% do total e o Q3, outros 35%. O Q5 ficará perto de 10% e o novo A4 terá outros 10%”, diz Zola. Em 2015 o A4 teve 960 unidades emplacadas. A fabricante quer dobrar esse volume com a nova geração, ainda que não seja neste ano.

Das três marcas de luxo que já produzem no País, a Audi foi a que teve a menor queda. A retração da Mercedes-Benz atingiu 19,6% e os emplacamentos da BMW encolheram 37,4%. Juntas as três colocaram nas ruas 7,7 mil automóveis até março deste ano, 21,4% a menos do que em 2015. A Land Rover, que ainda prepara sua linha em Itatiaia (RJ), vendeu neste primeiro trimestre 1.965 unidades, mesmo volume registrado em igual período do ano passado.