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Audi tem “grande plano de investimento no Brasil”

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Giovanna Riato

11 set 2013

3 minutos de leitura

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Mesmo depois das confirmações de que BMW e Mercedes-Benz produzirão automóveis no Brasil, a Audi hesita em anunciar a fabricação local. Em entrevista à imprensa brasileira durante o Salão do Automóvel de Frankfurt na quarta-feira, 11, Jörg Hofmann, presidente e CEO da marca alemã no País, frisou que não confirma a produção no País. Ainda assim, a negativa se mostrou um tanto controversa. O executivo se recusou a admitir o projeto, mas também não disse que ele não existe.

Ao contrário: ele deu ainda mais indícios de que este seria o caminho natural para sustentar o crescimento que a marca pretende alcançar no País. “O Brasil é o quarto mercado global de veículos, tem grande população, é o sexto PIB do mundo e tem a quinta maior reserva de petróleo. Isso mostra que há um grande futuro. Levamos isso muito a sério e queremos que o País se torne um dos nossos maiores mercados”, declarou.

Segundo ele, a intenção é ampliar as vendas anuais do patamar de 7 mil unidades para 30 mil carros em cinco anos. “A Audi tem grande plano de investimento no Brasil”, apontou, sem entrar em detalhes. O diagnóstico do executivo alemão, que assumiu a presidência da marca há apenas três semanas, indica necessidade de aumentar a oferta de produtos, reduzir os preços com modelos na faixa de R$ 80 mil, e ampliar o número de concessionárias. O plano é dobrar a rede para 60 casas também em cinco anos.

O volume esperado de vendas é improvável para uma companhia que atua no segmento premium apenas como importadora e teria de absorver os 30 pontos adicionais de IPI que incidiria sobre a maior parte dos modelos vendidos localmente. Dentro do Inovar-Auto, as empresas habilitadas nessa categoria podem trazer do exterior volume máximo 4,9 mil veículos por ano sem pagar o imposto majorado. A alta do dólar é desafio adicional para que a empresa sustente expansão no mercado interno sem produção local.

INDEFINIÇÃO

Havia certa expectativa de que a companhia aproveitasse o Salão de Frankfurt para divulgar que retomaria a manufatura no País em parceria com a Volkswagen, na fábrica de São José dos Pinhais (PR). Especula-se sobre a produção do A3 na unidade, que compartilha a plataforma com o novo VW Golf, lançado no fim de semana que antecedeu a abertura da exposição. Não houve, no entanto, confirmação da produção nacional de nenhum dos carros.

A Audi já teria firmado o acordo com o governo do Paraná para fabricar carros no País. A Informação escapou de Mauro Borges Lemos, presidente da ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial), no fim de agosto, durante o Simea, evento promovido pela AEA (Associação de Engenharia Automotiva). Consultada na época, a companhia negou o acerto e disse que a fábrica ainda estava em negociação (leia aqui).


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