O esforço da Audi para reduzir seu impacto ambiental acontece pouco tempo depois do dieselgate, vexame causado pela fraude em 11 milhões de carros com motores diesel vendidos globalmente com sistema que mascarava as emissões elevadas. Segundo a companhia, se der certo, o e-diesel poderá neutralizar o nível de CO2 de carros a combustão convencional.
A unidade produz o combustível a partir de um processo químico. Na primeira etapa, a energia gerada pela usina hidrelétrica produz hidrogênio e oxigênio por eletrólise da água. No próximo passo o hidrogênio reage com o CO2 por uma tecnologia de microprocessos. O CO2 pode ser obtido da atmosfera ou de gases residuais biogênicos e, segundo a marca, essa é a única fonte de carbono gerada no processo. Longas cadeias de compostos de hidrocarboneto são formadas para, na etapa final, elas serem separados em e-diesel e em ceras, que são usadas em outras áreas da indústria.
O projeto é liderado pela fabricante alemã em parceria com a Ineratec e a Energiedienst.