Ana Paula Cassorla, vice-presidente da Andap, entidade dos distribuidores de autopeças, enfatizou que o problema acontece apesar do elevado estoque mantido por algumas empresas. “Vemos companhias com 50 mil, 60 mil itens armazenados.” Ela estima que o Brasil some 300 distribuidores de componentes, que contam com 900 centros de distribuição, 25 mil funcionários e faturamento anual em torno de R$ 17 bilhões.
Fiola aponta que, para amenizar os gargalos no abastecimento, é essencial que as montadoras estejam próximas do segmento de reparação. O bom relacionamento também favorece o acesso das oficinas às informações necessárias para a manutenção dos veículos, que contam com cada vez mais recursos tecnológicos, desafiando os profissionais do setor. “Problema de desabastecimento é, acima de tudo, uma ameaça à imagem da montadora. Não podemos atrasar em 10dias a entrega de um carro para o cliente”, destaca.
Enquanto as vendas de veículos novos seguem em queda, a tendência é de estabilidade ou até aumento na demanda por manutenção dos veículos. Fiola acredita que a situação econômica tende a pressionar o valor médio dos reparos para baixo. Apesar disso, o dirigente do Sindirepa não acredita que o preço seja o valor decisivo para que os clientes optem por fazer o conserto em uma oficina. “O valor é relevante, mas não é o preço que leva o consumidor a determinada oficina. Percebemos que o fator de decisão sempre é a confiança, a indicação”, esclarece.
