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O mercado brasileiro de veículos cresceu 9% no semestre na comparação com os seis primeiros meses de 2009 mas a Anfavea ainda precisa encarar o desafio de ampliar a competitividade do setor. A entidade divulgou que, no mesmo período, as importações saltaram 35%.
Cledorvino Belini, presidente da associação, destacou que os países que mais vendem veículos para o Brasil são México e Argentina. “Estas regiões alcançaram bom nível de competitividade e estão enviando um grande volume de veículos para o mercado nacional. Nós ainda não conseguimos ampliar as exportações na mesma proporção”, aponta o dirigente.
As vendas externas brasileiras avançaram 62,3% no primeiro semestre, com expansão de 3.528 para 5.727 unidades. Apesar da alta, o volume ainda não alcançou o registrado antes da crise financeira internacional.
A entidade estima que os importados terão participação de 18% nas 3,4 milhões de unidades previstas para serem vendidas em 2010. Belini afirma que o grande impulso para o aumento da importação está no custo de produção no Brasil, com alta das matérias-primas e câmbio favorável para a entrada de produtos.
“A importação é normal para complementar a nossa oferta de modelos mas os preços dificultam a competitividade”, avalia. Na opinião do executivo, a retirada do redutor de 40% para a compra externa de autopeças não deve trazer uma mudança muito forte no quadro atual, mas será mais um complicador.
Choque
O ‘choque de competitividade’ para o setor, prometido por Belini quando tomou posse da presidência da Anfavea, está em fase de estudo na entidade. O executivo destacou que ainda não é possível indicar os principais pontos a serem melhorados na cadeia mas a reforma terá que envolver “desde o aço até a chegada do produto nas mãos do consumidor”.
