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Aumento de imposto para carro importado não é solução, diz Bosch

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Giovanna Riato

03 out 2011

4 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

Na Bosch desde 1985, Besaliel Botelho assumiu nesta segunda-feira, 3, a presidência da companhia para a América Latina. O engenheiro enumerou entre os desafios da nova fase da operação local a necessidade de driblar a crise econômica que nasceu nos países maduros e também a falta de competitividade que a indústria nacional enfrenta.

Apesar de ter anunciado investimento de R$ 22 milhões em uma nova fábrica (leia aqui) para ampliar a produção de ABS e ESP, o executivo afirmou que a empresa não tem fechado o valor que investirá em 2012. “Devemos seguir o mesmo ritmo deste ano, em que vamos investir R$ 103 milhões, mas eu ainda não tenho um número. Há muita coisa acontecendo”, explica.

Botelho espera novas definições do governo sobre a nova política industrial para o setor automotivo e afirma que o aumento da alíquota do IPI para veículos importados não é a solução. “Aumentar imposto é o caminho mais fácil mas não somos a favor disso e sim de aumento da eficiência”, defende. Na visão dele, reduzir o custo da mão de obra é uma das prioridades. “Com 120% de encargos sociais sobre o funcionário, o Brasil vai precisar de fábricas mais automatizadas para reduzir contratações, como acontece nos países desenvolvidos”, prevê.

A empresa também demonstra preocupação com a cadeia de fornecedores, que enfrenta dificuldades para obter financiamento e investir. O presidente da companhia explica que até mesmo a linha do BNDES específica para pequenas e médias empresas exige Certidão Negativa de Débito (CND). Com o caixa apertado por conta das turbulências dos últimos anos, muitas empresas do setor não possuem o documento. Além disso, Botelho destaca a necessidade de isentar investimentos de tributação.

A era dos emergentes

Mesmo com uma ampla lista de desafios a serem superados, a Bosch mantém a aposta na América Latina. “Aqui temos um mercado com cerca de 460 milhões de pessoas e potencial de crescimento. A cultura do automóvel é muito forte aqui, diferentemente do que vemos em outros emergentes”, analisa.

A empresa conta com 12 plantas produtivas no continente. Em 2010, o faturamento na América do Sul chegou a R$ 5,3 bilhões, com participação de 11,2% no resultado global e 85% dos negócios concentrados no Brasil. A expectativa para este ano é avançar 8%, para R$ 5,7 bilhões. Botelho deixa claro que a região é uma das seguranças da empresa diante do cenário nebuloso da economia global no próximo ano. “Não acreditamos em um colapso industrial no Brasil. Esperamos apenas uma adequação”, projeta.

Mundialmente a companhia prevê faturamento de € 50 bilhões em 2011, com 60% obtido na divisão automotiva. “Os resultados até agora foram muito bons, mas já sentimos desaceleração e estamos preocupados com a instabilidade do euro”, afirma. Junto com a aposta nos mercados emergentes, a empresa destaca que investir em pesquisa e desenvolvimento, manter a solidez financeira e fortalecer a presença global são ações essenciais para contornar a situação. Diversificar atuação, com ofensiva nas áreas de mineração, energia e petróleo, também é parte da estratégia.



Assista à entrevista exclusiva com Besaliel Botelho, presidente da Bosch para a América Latina: