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Automação no Brasil é ponto crítico para indústria 4.0

Para Mauro Toledo, gerente de projetos da Roland Berger, cobertura 4G no País ainda é pequena (foto: Luis Prado)
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Redação AB

10 set 2018

2 minutos de leitura

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O baixo índice atual de automação será um desafios que as montadoras e fabricantes de autopeças terão de vencer para implantar com sucesso os conceitos da indústria 4.0, como mostrou o gerente de projetos da Roland Berger, Mauro Toledo, durante o 6º Fórum IQA da Qualidade Automotiva, realizado em 10 de setembro em São Paulo.
“No Brasil há uma média de 10 robôs para cada 10 mil operadores, enquanto na Alemanha essa proporção é superior a 300 robôs/10 mil”, afirma Toledo. Outro problema é a falta de uma infraestrutura de comunicação eficiente.
“Os Estados Unidos têm cobertura 4G em 77% de seu território, enquanto no Brasil são 44%”, recorda. A falta de pessoal qualificado para lidar com a implantação e desenvolvimento desse novo momento da automação industrial é outro entrave.
“O Brasil tem poucos profissionais aptos a lidar com tecnologias da indústria 4.0. Ele ocupa o 126º lugar em qualidade de educação e o 114º em disponibilidade de engenheiros. Por isso os fabricantes terão de exercer papel ativo na formação de pessoal”, afirma o gerente de projetos da Roland Berger.

Mauro Toledo ressalta a necessidade urgente de implantação dos conceitos da indústria 4.0, começando com projetos piloto. A integração dos sistemas de Tecnologia da Informação (TI) é outro ponto importante, assim como o envolvimento da direção da companhia.

“O assunto deve fazer parte da agenda do CEO da empresa, a indústria 4.0 tem de ser administrada de cima para baixo, com compromisso claro dos executivos”, diz Toledo.

A colaboração externa por intermédio de novos parceiros, softwares e o monitoramento da concorrência são outros pontos-chave. Para a Roland Berger é preciso ainda estabelecer uma força-tarefa global para a coordenação de todas as atividades de automação.