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Automatizado: sucesso só nos veículos mais caros

Julian Semple, diretor da Carcon Automotive, avaliou a partir dos emplacamentos a receptividade aos câmbios automatizados, lançados no País no final de 2007 no Meriva
Easytronic e no início de 2008 no Fiat Stilo Dualogic. Em meados de 2009, a Volkswagen passou a oferecer a opção no Polo I-Motion e mais recentemente no Gol e Voyage.
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27 jan 2010

2 minutos de leitura

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“A GM, apesar de ter sido pioneira, não tem oferecido a opção para o restante da sua linha de veículos. A Fiat tem sido mais agressiva ao expandir a aplicação do câmbio automatizado para além do Stilo, inicialmente no Linea e a partir de julho de 2009 para o Palio, Siena, Weekend e Idea” – explicou.

O levantamento da Carcon Automotive constatou que na Fiat a aceitação do câmbio chegou a 57% das vendas do 500 e Linea realizadas em dezembro de 2009, 40% das vendas do Stilo e 15% para o Idea e Weekend. A aceitação nos modelos compactos como Palio e Siena tem se mantido muito baixa — em torno de 1% em dezembro.

Semple entende que os preços relativamente altos para o Palio e Siena podem explicar a baixa aceitação nesses modelos. Enquanto no Linea a diferença de preço entre o modelo mais barato e o veículo com câmbio automatizado gira em torno de 5%, no Palio a diferença entre o modelo básico com motor 1.0L câmbio manual e o veículo com motorização 1.8L e câmbio automatizado Dualogic é de 48%. No Siena essa diferença é maior ainda, chegando a 60% entre o modelo com motor 1.0L e o modelo HLX 1.8L com câmbio Dualogic.

“Provavelmente os compradores dos veículos Palio e Siena com câmbio automatizado temem por uma desvalorização maior do veículo do que o comprador do Linea ou Stilo” – avalia o consultor, ressaltando que resta analisar nos próximos meses a receptividade desse câmbios no VW Gol e Voyage para ver se ela é melhor do que está sendo nos seus concorrentes da Fiat, o Palio e Siena.