
Segundo a Reed Exhibitions Alcantara Machado, organizadora do evento, 21 mil pessoas já garantiram a participação realizando o credenciamento online. A feira reúne 480 expositores nacionais e estrangeiros e estará aberta até sábado, 1º de maio.
O impacto do desconto na alíquota de importação no setor de autopeças foi uma das pautas debatidas na coletiva de imprensa de abertura do evento. Segundo Paulo Butori, presidente do Sindipeças, entidade que apoia a feira, enquanto o custo para fabricar no Brasil fica entre 14% e 15%, companhias importam autopeças para o País por impostos que ficam entre 9% e 11%.
Butori adiantou que espera em até trinta dias mudanças nas alíquotas de incentivo à importação de autopeças, o que permitirá à indústria nacional reverter a situação de perdas constantes e o desequilíbrio na balança comercial do setor. “Há disposição na esfera governamental para reduzir e até mesmo eliminar o benefício aos produtos importados destinados às linhas de montagem”, disse.
“A facilidade na importação e o alto custo local não estimulam as empresas a investir na região”, alertou Butori. O aumento do preço do aço foi o exemplo usado para indicar a perda de competitividade. Segundo o executivo a medida foi justa e seguiu as regras do mercado. Apesar disso terá impacto negativo no setor, já que enquanto fabricantes brasileiros precisarão aumentar seus preços, montadoras e sistemistas importarão peças com impostos baixos.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, o Sindipeças projeta que o faturamento do atual exercício crescerá 5,7% em reais, saltando de R$ 70 bilhões para R$ 74 bilhões. Os investimentos do setor de autopeças estão também em crescimento, devendo alcançar US$ 1 bilhão até o final do ano.
Dados do Sindipeças apontam que os países que mais vendem produtos do setor ao Brasil são Japão, Alemanha, Argentina e Estados Unidos, respectivamente. A temida China, apesar de ficar em quinto lugar no ranking, foi a que mais marcou presença na feira com um pavilhão que ocupa boa parte do evento.