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Automec: renovação de frota e ‘bronca’ nas montadoras marcam abertura do evento

Primeira hora da feira serviu para apresentação de pleitos setoriais ao governo
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Bruno de Oliveira

22 abr 2025

2 minutos de leitura

A Automec, que é a principal feira do setor de reposição e autopeças do país, começou na terça-feira, 22, em São Paulo (SP), em solenidade marcada pela exposição de pleitos dos principais agentes desse mercado.

Não podia ser diferente, considerando que entre os presentes esteve o vice-presidente da república, e ministro da indústria (MDIC), Geraldo Alckmin. Figura importante dentro do contexto da construção de políticas industriais.

E por conta disso o Sindipeças, que é a entidade que representa as fabricantes de componentes, aproveitou o espaço para direcionar ao ministro o seu pedido pela criação de mecanismos de renovação de frota no Brasil.

“Não cabe mais o discurso de que inspeção veicular é algo impopular. Ninguém vai trocar o seu caminhão por livre e espontânea vontade. A grande mola propulsora da renovação de frota é a inspeção veicular”, disse Claudio Sahad, presidente do Sindipeças.

A bandeira é antiga não apenas do setor representando pelo Sindipeças, mas também das montadoras. No bojo do discurso que defende a inserção de veículos mais eficientes e seguros na frota circulante, está também a expectativa em torno de volumes de vendas adicionais no mercado de veículos zero quilômetro.

A respeito do tema, Alckmin usou seu tempo no palco da cerimônia de abertura do evento para concordar com a ideia de que realmente é necessário um programa de renovação de frota, ainda que não tenha ido muito além acerca de como fazer isso acontecer.

O que ele sabe, e também a indústria, é que propostas como essa esbarram em questões orçamentárias. E o estado brasileiro, comprometido com a reforma fiscal, tem se mostrado austero em termos de alocação de recursos da união em políticas industriais.

A abertura da Automec também serviu para que representantes do Sindirepa, o sindicato dos reparadores automotivos, também levantassem uma antiga bandeira do setor, que é o acesso à literatura veicular que viabiliza a manutenção de veículos em oficinas independentes.

“Ainda tropeçamos em algumas coisas, como as barreiras que as montadoras impõem às informações sobre os veículos, sendo que mais da metade das reposições que ocorrem no país acontecem em oficinas independentes”, comentou Antônio Fiola, presidente do Sindirepa.

O tema é complexo porque envolve o que a entidade chama de “reserva de mercado”, quando apenas as concessionárias autorizadas pela montadoras estão habilitadas a fazer reparos com concessão de garantia ao cliente, por exemplo.

Enfim, a Automec, cuja a expectativa é de que 90 mil pessoas visitem a feira entre 22 e 26 de abril, suscita o debate de assuntos relevantes para o setor automotivo além de servir de vitrine para a exposição de produtos inéditos e outros nem tão inéditos assim.