
O faturamento do setor de autopeças foi bastante impactado em maio pela greve dos caminhoneiros, registrando queda de 19,2% em relação a abril e de 9,1% ante maio do ano passado. A retração observada no quinto mês foi semelhante àquelas que ocorrem em dezembro com os festejos de fim de ano e início de férias coletivas. Como resultado, a utilização da capacidade instalada no mês caiu para 66%, ligeiramente abaixo da registrada em janeiro deste ano.
No acumulado de janeiro a maio, contudo, o faturamento das fabricantes de autopeças cresceu 18,1% sobre os mesmos cinco meses de 2017. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne fabricantes de componentes automotivos.
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Todos os canais de venda de autopeças anotaram alta no acumulado do ano. O fornecimento às montadoras cresceu 18,1%. O faturamento com as exportações aumentou 27,8% quando analisado em reais e 20,7% em dólares. As vendas ao mercado de reposição tiveram acréscimo de 13,2% e as intrassetoriais (de uma fábrica de autopeças para outra) subiram 6,3%.
O fornecimento às montadoras mantém fatia superior a 60% do faturamento total. A participação das exportações é igual ou maior do que 18% desde setembro do ano passado e a reposição detém parcela de cerca de 15% das vendas do setor.
Os dados do acumulado do ano divulgados pelo Sindipeças mostram também que o emprego dentro do setor cresceu 8,8% em relação ao mesmo período do ano passado.