
O fim do desconto será progressivo em um período de seis meses.
A eliminação do redutor provocou debate intenso nas últimas semanas, envolvendo representantes da Anfavea, Sindipeças e governo. O ministro Miguel Jorge, do MDIC, havia sido alertado para o enorme déficit na balança comercial de autopeças, projetado pelo Sindipeças em US$ 3,6 bilhões para 2010.
Empresários e executivos do setor, no entanto, admitiram que as importações poderiam superar as estimativas divulgadas, elevando o déficit para a casa dos US$ 4,5 bilhões. Em 2009 o déficit foi de US$ 2,5 bilhões.
Peças destinadas ao aftermarket não têm o benefício da redução. Os componentes para montadoras pagam até agora alíquota de 8,4% a 10,8%, graças ao desconto.
A medida anunciada pelo governo beneficia especialmente os pequenos e médios fabricantes locais de autopeças. A Anfavea, por outro lado, já adiantou que a redução poderá elevar preços e até mesmo provocar a importação de sistemas completos. A entidade reivindicava a liberação na compra de peças estrangeiras sem similar nacional.
Foto: Paulo Butori, presidente do Sindipeças.