
“Na TRW não há acordo para utilização de layoff”, afirma a diretora de recursos humanos da companhia, Ana Carolina Coutinho. “Não temos aliados no sentido de buscar outras medidas”, diz ela referindo-se à Intersindical Conlutas, que compreende os sindicatos das regiões de Campinas, Limeira, São José dos Campos e Rio Claro, no interior de São Paulo.
O diretor de RH da ZF para a América do Sul, Marcel Oliveira, lamenta o período: “Tenta-se diminuir (a demissão de trabalhadores) na medida do possível, mas as perspectivas não são boas. E dá para contar nos dedos as empresas que aplicam layoff, ele é muito oneroso. E o PDV acaba levando da empresa muitas pessoas que não queríamos atingir”, lamenta.
Vice-presidente de RH da Continental, Marco Galluzzi afirma: “Em algum momento a indústria vai se recuperar e a previsão é de que no ano de 2020 haja um déficit de 8,5 milhões de pessoas qualificadas. É preciso cuidar daqueles que estão a bordo.”
TERCEIRIZAÇÃO
Sobre a terceirização de trabalhadores, a diretora de RH da TRW afirma que espera poder contar com a regulamentação: “Nossa luta diária é para manter nossa competitividade”, afirma, referindo-se à necessidade de redução de custos. Oliveira, da ZF, também se diz partidário de que ela ocorra. Galluzzi pondera: “Somos céticos sobre como a terceirização vem sendo tratada em Brasília e não se sabe quanto tempo vai demorar para ser adotada de fato.”