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Autopeças: US$ 23,2 milhões estão à espera de licença na Argentina

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Redação AB

22 mar 2012

3 minutos de leitura

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Redação AB

A indústria de autopeças brasileira é um dos segmentos mais afetados pelas licenças de importação pendentes na Argentina, que em alguns casos já alcançam mais de 500 dias, como ocorre na área de ferramentas. Segundo comunicado distribuído pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na quinta-feira, 22, há cerca de US$ 23,2 milhões em componentes retidos.

A entidade vem acompanhando de perto os números do comércio bilateral entre Brasil e Argentina desde a entrada em vigor das barreiras comerciais impostas pelo país vizinho a partir de fevereiro. Levantamento inédito revela que diversos setores industriais do Brasil estão sendo prejudicados pelas medidas. Entre as chamadas Licenças Não-Automáticas (LNAs) e as Declarações Juradas Antecipadas de Importação (DJAIs), as barreiras ultrapassam os US$ 187 milhões em produtos retidos nos setores consultados.

“Estamos muito preocupados com essa situação e vamos continuar liderando as negociações para encontrar uma solução que seja boa para os dois lados”, declarou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Nos próximos dias ele deve voltar a Buenos Aires, onde, em fevereiro, já havia se reunido com a cúpula econômica argentina.

“Os argentinos são nossos vizinhos e importantes parceiros comerciais, mas não podemos aceitar que a indústria brasileira seja prejudicada por medidas unilaterais. Vamos trabalhar juntos para manter a harmonia nas relações e preservar a integração regional, tão importante para o desenvolvimento dos dois países”, concluiu.

PRESSÃO

A Argentina passou, sistematicamente, a bombardear as importações brasileiras, elevando o grau de burocracia na concessão de licenças. “Pequenas falhas na documentação constituem motivo para cancelamento. Assim, o fabricante brasileiro precisa ficar de plantão à espera da aprovação das licenças para começar a produzir, porque terá poucos dias para enviar a encomenda”, disse a Automotive Business o presidente da TMD Friction Brasil, Feres Macul, assegurando que as dificuldades chegaram a extremo.