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Humberto Barbato, presidente da Abinee, entidade que reúne as empresas de eletroeletrônica, deu entrevista ao colunista Alberto Tamer, do Estadão, assegurando que o setor perde espaço para a produção importada ‘porque eles têm vantagens, favores, subsídios de toda ordem com os quais não contamos aqui’. O executivo se refere aos chineses, cuja moeda estaria 40% desvalorizada em relação ao dólar.
“Não estamos falando apenas de bens de consumo leves, mas de bens de capital e infraestrutura”, afirmou Barbato, que alertou o governo para a perda de competitividade. Em documento entregue ao ministro Guido Mantega, ele reivindicou medidas compensatórias ao câmbio desajustado, como a desoneração da contribuição patronal ao INSS e ao Sistema S da parcela exportada da produção dos bens de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica e dos equipamentos industriais – nos moldes da indústria de softwares, que em 2008 teve a folha salarial das empresas exportadoras desoneradas.
O presidente da Abinee propôs também elevar para 35% o imposto de importação para bens elétricos que tenham similar nacional e de 60% para 75% o índice de nacionalização nos financiamentos do Finame.
Indústria automobilística
Em recente edição de sua revista, Automotive Business constatou junto aos fabricantes de veículos a inexistência de uma indústria de base na área de eletrônica, capaz de desenvolver semicondutores e componentes para abastecer a indústria local. Os produtos são importados, especialmente da Ásia, a preços baixos, o que desestimularia a produção no País. Mais do que isso: o volume necessário para abastecer os veículos nacionais não justificaria investimentos na produção local e a constante atualização de modelos.
A engenharia brasileira, no entanto, domina os projetos de arquitetura eletroeletrônica dos veículos. Com o suporte de empresas como Bosch, Delphi e Magneti Marelli são integrados sistemas no Brasil, a partir de componentes importados. No caso de veículos pesados, a MWM International informa que além dos motores produz também as ECUs, unidades que controlam a operação do powertrain e outros elementos dos veículos. A partir da arquitetura e das informações fornecidas pela empresa, as ECUs são gravadas em empresas especializadas no exterior.