Eles têm a suspensão elevada, pneu de uso misto 60/40 (60% para uso no asfalto e 40% na terra), alguns têm estribos laterais e para choque saliente, que substituiu o proibido quebra-mato. Muitos desses carros são equipados também com faróis de milha e alguns têm o estepe na traseira, fora do carro, o que confere uma aparência mais esportiva.
Segundo Joel Leite, da agência Auto Informe, esses carros têm margem de lucro muito maior do que os carros dos quais são derivados. As fábricas não informam a composição dos preços dos seus produtos, mas uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem exatamente da venda dos carros com aparência fora de estrada.
Os técnicos do banco calcularam que o custo de produção desses carros do segmento adventure, como o CrossFox, da Volks, e da perua Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam, no caso do Fox e do Palio Weekend. Mas os fora de estrada são vendidos por 10% a 15% a mais.