
Maior fornecedora de tintas para a indústria automotiva no Brasil, com domínio de cerca da metade do mercado, a Axalta já fornece desde 2013 as tintas de alta viscosidade para a planta da Ford em São Bernardo do Campo (SP), que tornou-se a primeira montadora no mundo a usar a composição desenvolvida pela empresa nos Estados Unidos. Aquino informa que também está em negociações avançadas para fornecer o produto para a General Motors em São Caetano do Sul (SP) e para a Honda em Sumaré (SP). Em comum, todas essas fábricas têm cabines de pintura mais antigas, que usam tintas com solventes. As unidades modernas adotam as tintas à base d’água, que segundo Aquino hoje têm preços equivalentes e já representam 40% de seu fornecimento à indústria.
“As tintas high solids são uma tendência para uso em sistemas de pintura com solventes, acho que todos os fabricantes deverão migrar, porque tornam o processo mais econômico e o cliente fica com a mesma cabine, não há necessidade de se fazer uma nova, como é o caso quando se adota a pintura à base d’água”, afirma Aquino. Segundo ele, o uso da tinta de alta viscosidade requer investimentos relativamente pequenos em relação à redução de custos obtida com uso de menores quantidades de tintas e solventes.
Ao contrário do que acontece quando se muda para a pintura à base d’água, que requer equipamentos novos, para usar as tintas high solids são necessários ajustes bem menores; o maior deles é a instalação de bombas de alta potência para abastecer a cabine. Como a tinta é muito mais viscosa, precisa de bombeamento mais forte.
Embora não seja esse o objetivo principal, as tintas de alta viscosidade também trazem ganhos ambientais ao setor de pintura das montadoras. Como o consumo do produto é menor, isso também baixa as emissões voláteis orgânicos e o processo gera menos resíduos.