logo

alta densidade

Axalta divide ganhos com tinta de alta densidade

Em tempos de vendas em baixa e busca incessante por cortes de custos no chão-de-fábrica, a Axalta adotou uma estratégia comercial ousada para convencer as montadoras a pagar mais por sua tinta de alta densidade, chamada pela empresa de “alto sólidos”, ou “high solids”, por conter maior quantidade de elementos sólidos em sua composição. A principal vantagem é o maior rendimento, com economia de cerca de 40% no gasto de tinta, na proporção de apenas 2,5 litros gastos para pintar um carro que normalmente consumiria quatro litros, e aceleração do processo de pintura, que fica 20% mais rápido. “Isso mais que compensa o preço do produto. Por isso estamos propondo aos nossos clientes pagar um valor que é a divisão desse ganho em partes iguais”, explica Mateus Aquino, diretor da divisão OEM de tintas para montadoras e fabricantes de autopeças da Axalta no Brasil e Cone Sul.
Author image

pedro

19 nov 2015

2 minutos de leitura

G_noticia_23075.jpg

Maior fornecedora de tintas para a indústria automotiva no Brasil, com domínio de cerca da metade do mercado, a Axalta já fornece desde 2013 as tintas de alta viscosidade para a planta da Ford em São Bernardo do Campo (SP), que tornou-se a primeira montadora no mundo a usar a composição desenvolvida pela empresa nos Estados Unidos. Aquino informa que também está em negociações avançadas para fornecer o produto para a General Motors em São Caetano do Sul (SP) e para a Honda em Sumaré (SP). Em comum, todas essas fábricas têm cabines de pintura mais antigas, que usam tintas com solventes. As unidades modernas adotam as tintas à base d’água, que segundo Aquino hoje têm preços equivalentes e já representam 40% de seu fornecimento à indústria.

“As tintas high solids são uma tendência para uso em sistemas de pintura com solventes, acho que todos os fabricantes deverão migrar, porque tornam o processo mais econômico e o cliente fica com a mesma cabine, não há necessidade de se fazer uma nova, como é o caso quando se adota a pintura à base d’água”, afirma Aquino. Segundo ele, o uso da tinta de alta viscosidade requer investimentos relativamente pequenos em relação à redução de custos obtida com uso de menores quantidades de tintas e solventes.

Ao contrário do que acontece quando se muda para a pintura à base d’água, que requer equipamentos novos, para usar as tintas high solids são necessários ajustes bem menores; o maior deles é a instalação de bombas de alta potência para abastecer a cabine. Como a tinta é muito mais viscosa, precisa de bombeamento mais forte.

Embora não seja esse o objetivo principal, as tintas de alta viscosidade também trazem ganhos ambientais ao setor de pintura das montadoras. Como o consumo do produto é menor, isso também baixa as emissões voláteis orgânicos e o processo gera menos resíduos.