
Conforme o executivo, simulação feita pela Azul com base na metodologia definida pela Anac induz à constatação de que a empresa poderia explorar apenas dois voos diários em Congonhas. “Este é um aeroporto caro, de estrutura complexa. É muito pouco provável que dois voos diários paguem a operação”, disse Febeliano à Agência Estado. “Da forma como está sendo feita a redistribuição, os slots continuarão concentrados e ficará muito difícil rentabilizar o negócio. A medida não vai arejar o aeroporto.”
A Anac explicou que a ordem de recebimento dos slots pelas empresas é definida por sorteio. Entre as companhias que já atuam no terminal, a primeira a escolher um horário de pouso e outro de decolagem será a OceanAir. A Gol/Varig será a segunda a ter preferência na escolha, seguida da TAM.
Após essa rodada, a Total poderá escolher um par de slots. Depois tem início uma nova rodada, novamente com OceanAir, Gol/Varig e TAM, seguidas pela próxima entrante no setor aéreo, a Air Minas. Na terceira rodada, a entrante disputará os slots com as companhias que ainda irão se candidatar. As rodadas continuam até que seja esgotada a oferta de 412 slots disponíveis.
A entrega da documentação pelos interessados deverá ocorrer até 15 de janeiro de 2010. A redistribuição está programada para acontecer em 1º de fevereiro. Atualmente, apenas TAM, Gol/Varig, OceanAir e Pantanal operam no Aeroporto de Congonhas. As empresas Total e a Air Minas já estão habilitadas pela Anac e, no momento, a agência analisa documentação remetida pela Webjet. Desde que estreou na aviação comercial, no final do ano passado, a Azul tem como principal base de operações o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
Fonte: Michelly Chaves Teixeira, Agência Estado.