
A balança comercial de autopeças atingiu no acumulado de janeiro a julho déficit de US$ 4 bilhões, valor 29,2% mais alto que o do mesmo período do ano passado. Embora as exportações no período tenham crescido 9,3% e alcançado US$ 4,4 bilhões, as compras do exterior no mesmo período avançaram 17,9%, totalizando US$ 8,4 bilhões. Os números foram divulgados pelo Sindipeças, entidade que reúne os fabricantes de componentes automotivos.
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Até pouco tempo o déficit crescente decorria apenas da alta na produção de veículos no Brasil (13% no acumulado), fato que obriga as montadoras locais a aumentar a compra de componentes não fabricados aqui.
No acumulado até junho o déficit estava em US$ 3,2 bilhões, mas com o avanço de julho aumentou em US$ 800 milhões por causa da retração nas exportações, em parte motivada pela redução dos negócios com a Argentina – para onde vão 30% das autopeças brasileiras.
Os Estados Unidos permanecem como segundo maior destino dos componentes nacionais, com 17,2% dos negócios. O país absorveu US$ 759,2 milhões em autopeças, 12,6% a mais que nos mesmos sete meses do ano passado.
No caminho oposto, a dependência maior permanece da China, de onde US$ 1,1 bilhão em componentes automotivos foram comprados no acumulado de janeiro a julho, 27,8% a mais que em iguais meses do ano passado.
A Alemanha continua em segundo lugar, com US$ 994,7 milhões. Ela detém 11,8% das compras brasileiras e é acompanhada de perto pelos Estados Unidos, que forneceram US$ 958 milhões em autopeças (11,4%).