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Balança comercial de pneus tem saldo negativo pelo 5º ano

As importações de pneus no Brasil superaram as exportações em US$ 145,9 milhões entre janeiro e agosto deste ano, mantendo assim o saldo negativo da balança comercial do setor que perdura desde 2010. De acordo com dados da Associação Nacional da Indústria de Pneus (Anip), que reúne 11 empresas com 20 fábricas no País, o déficit é causado pelos importadores independentes que trazem produtos principalmente de países asiáticos. Os fabricantes instalados também importam, mas exportaram mais do que trouxeram de fora e geraram superávit de US$ 560 milhões nos primeiros oito meses de 2014.
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Redação AB

07 out 2014

2 minutos de leitura

“Como acontece em outros setores, a indústria nacional de pneus vem sofrendo com a perda de competitividade do País, o que facilita a entrada de produtos importados, principalmente oriundos do continente asiático”, informou em nota Alberto Mayer, presidente da Anip. “A balança comercial continua deficitária pelo enorme volume que continua sendo importado de países que possuem custos baixos de matérias primas, mão de obra, impostos, infraestrutura e outros. O Brasil, além das dificuldades gerais, impõe impostos de importação sobre insumos e moldes não disponíveis localmente para a indústria, que inflacionam desnecessariamente o pneu fabricado aqui. E ainda temos os custos elevados de reciclagem, que não são suportados por muitos importadores, estabelecendo uma concorrência desleal”, explica o dirigente.

Os últimos superávits da balança comercial de pneus no Brasil foram em 2008, com US$ 443,9 milhões positivos, e em 2009 caiu para US$ 377,7 milhões. Em 2010 houve a mudança de sinal, acumulando o primeiro déficit de US$ 9,4 milhões. Desde então o saldo negativo vem se profundando: em 2013 foi de US$ 355,5 milhões, aumentando 405% em relação a 2012, que teve déficit de US$ 70,4 milhões.