“Como acontece em outros setores, a indústria nacional de pneus vem sofrendo com a perda de competitividade do País, o que facilita a entrada de produtos importados, principalmente oriundos do continente asiático”, informou em nota Alberto Mayer, presidente da Anip. “A balança comercial continua deficitária pelo enorme volume que continua sendo importado de países que possuem custos baixos de matérias primas, mão de obra, impostos, infraestrutura e outros. O Brasil, além das dificuldades gerais, impõe impostos de importação sobre insumos e moldes não disponíveis localmente para a indústria, que inflacionam desnecessariamente o pneu fabricado aqui. E ainda temos os custos elevados de reciclagem, que não são suportados por muitos importadores, estabelecendo uma concorrência desleal”, explica o dirigente.
Os últimos superávits da balança comercial de pneus no Brasil foram em 2008, com US$ 443,9 milhões positivos, e em 2009 caiu para US$ 377,7 milhões. Em 2010 houve a mudança de sinal, acumulando o primeiro déficit de US$ 9,4 milhões. Desde então o saldo negativo vem se profundando: em 2013 foi de US$ 355,5 milhões, aumentando 405% em relação a 2012, que teve déficit de US$ 70,4 milhões.