
O saldo em 2009 foi 1,4% menor do que em 2008, enquanto a corrente de comércio, que alcançou US$ 279,8 bilhões em 2009, caiu 24,5% em relação a 2008. Quanto às exportações, destaque para os produtos básicos que tiveram o melhor desempenho entre os fatores agregados, ainda que estes tenham caído 14% em 2009, com destaque para a soja (seja em grão, farelo ou óleo) e fumo.
A análise é do Departamento de Pesquisas Econômicas do Bradesco.
Os bens manufaturados, por sua vez, recuaram 27,3%, mostrando o resultado mais fraco, ainda que as exportações de açúcar refinado e de polímeros plásticos tenham apresentando expansão. Os produtos semimanufaturados caíram 23,4%, com destaque positivo para o açúcar em bruto.
A China se firmou no ano como o principal destino de exportações, representando 13,1% das nossas vendas externas; porém os EUA – que respondem por 10,3% das nossas exportações – continuam sendo o principal parceiro de nosso fluxo de comércio externo, uma vez que nossas importações oriundas da China ainda não alcançam as nossas importações americanas.
Houve uma expansão de 2,0% das compras externas de bens de consumo não-duráveis, ao passo que os bens de consumo duráveis caíram 7,5%, implicando uma retração de 3,4% para os bens de consumo como um todo. Os bens de capital seguiram a mesma tendência, reduzindo 16,4% e os bens intermediários, 27,3%.
Para 2010, diante da expectativa para a atividade doméstica, o Departamento de Pesquisas Econômicas do Bradesco acredita que as importações crescerão em ritmo superior ao das exportações, levando o saldo a encerrar este ano em US$ 3,9 bilhões.
Fonte: Departamento de Pesquisas Econômicas do Bradesco.