Atualmente, a cada 10 carros Mercedes-Benz vendidos no País, cerca de metade é financiada e dois deles, ou 20%, pelo banco da montadora. Mais especializado no financiamento de caminhões e ônibus, principal negócio da companhia no Brasil, os contratos ativos de crédito para compra de automóveis ainda representam apenas 4% da carteira atual, que somava R$ 10,7 bilhões no fim de setembro passado. “Vamos acompanhar o crescimento da marca nos próximos anos e ajudar a sustentar essa expansão”, diz Barth.
Nesse sentido, o banco trabalha para criar contratos especiais de financiamento para carros Mercedes-Benz, especialmente para os mais baratos, criando argumento de vendas com oferta de entrada e parcelas mais baixas. Exemplo disso é o recém-lançado plano Flexibility, disponível para os modelos Classe A, Classe B, CLA, GLA e Classe C. Para reduzir o desembolso com pagamentos mensais, o contrato prevê entrada mínima de 20%, 23 parcelas fixas (com juro aproximado pouco maior que 1% ao mês) e uma 24ª prestação equivalente a 50% do valor à vista do veículo, em que o cliente tem três opções: quitar o carro, entregar (vender) o bem ao concessionário pelo valor dessa parcela (sujeito a limite de quilometragem), ou refinanciar 100% do que falta acertar.
Para um Classe C de R$ 134.900 à vista, por exemplo, o plano prevê entrada de R$ 27.780 (20%), 23 parcelas de R$ 3.204 e prestação-balão final de R$ 70 mil. Nesse caso, para ter um Mercedes-Benz o cliente pagará o total de R$ 171.472, ou mais de um quarto do valor à vista em juros, ou 27% acima da tabela.