O acordo prevê a criação de 10 joint ventures no total – Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Itália, Países Baixos, Polônia, Reino Unido e Suíça – além de uma parceria comercial em Portugal. As instituições preveem iniciar as atividades nos demais países ao longo deste ano até o início de 2016. O acordo entre a PSA Peugeot Citroën e o Santander é uma das estratégias dentro do plano de recuperação do grupo como forma de reverter a crise global (leia aqui).
O Banco PSA Finance, braço financeiro do Grupo PSA Peugeot Citroën, expressa que espera aumentar sua rentabilidade com o novo negócio, uma vez que essas operações revigoram o financiamento das atividades do banco “que recupera assim sua plena capacidade de acesso aos mercados”, diz a nota, que também informa que o Banco PSA Finance deixará de utilizar a garantia do governo francês no âmbito de novas emissões de obrigações. Segundo o braço financeiro da PSA, a divisão automotiva também ganhará reforço a partir do aporte de € 1 bilhão até 2018.
“Esses anúncios são um avanço significativo para o banco e para o grupo. Nossa parceria com o Santander se concretiza na França e no Reino Unido; o Banco PSA Finance confirma sua solidez, demonstrando plena capacidade de se refinanciar nas melhores condições de mercado. Assim, poderá oferecer taxas extremamente competitivas para os clientes das marcas Peugeot, Citroën e DS, ao mesmo tempo em que aumentará fortemente sua rentabilidade”, declarou Jean-Baptiste de Chatillon, diretor financeiro da PSA Peugeot Citroën e presidente do Banco PSA Finance.
A garantia do governo, votada em 29 de dezembro de 2012 pelo parlamento francês e validada pela Comissão Europeia em 29 de julho de 2013, foi concedida para um valor máximo de € 7 bilhões. Ela se aplica aos títulos de dívida emitidos pelo Banco PSA Finance entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2016, tal como previsto inicialmente. Até agora, o total utilizado foi de € 1,5 bilhão, em duas emissões: uma de € 1,2 bilhão em abril de 2013 e outra de € 300 milhões em julho de 2014. Ambas as emissões continuam cobertas por essa garantia, pela qual a PSA Peugeot Citroën já pagou ao governo francês o equivalente a € 60 milhões em comissões até o fim de 2014.