No caso do Banco Volkswagen, os fundos estão ligados a contratos de financiamento de veículos. Procurados por 49 investidores, com demanda total de R$ 2,1 bilhões, a operação foi aprovada pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM) e distribuídos em 12 de maio deste ano, por meio de 40 mil cotas, com aplicação mínima de R$ 25 mil. O custo foi de CDI mais 1,25% a.a. para as cotas seniores (R$ 875 milhões) e CDI mais 2,05% a.a. para as cotas mezanino (R$ 55 milhões).
“Há algum tempo, o Banco Volkswagen vem buscando formas de diversificar seu funding. Além de garantir recursos para ampliar o suporte ao financiamento de veículos, operações desse tipo são formas eficazes de reduzir o custo de captações mais onerosas, como os empréstimos interbancários”, explica em nota Rafael Teixeira, diretor executivo e CFO do Banco Volkswagen.
No mês passado, a instituição emitiu, também pela primeira vez no Brasil, outra modalidade de captação de recurso, a de letras financeiras (leia aqui).
De acordo com o gerente de tesouraria do Banco Volkswagen, Herbert de Souza, a fonte de recursos foi integralmente alocada a investidores qualificados no mercado de capitais nacional. “Optamos por esse tipo de operação porque ela é vantajosa tanto para o investidor quanto para o tomador de recursos, porque alia boa liquidez à segurança financeira”, disse Souza, que também foi o responsável pela implantação do Fundo.
O lançamento do FIDC ocorreu em parceria com a matriz Volkswagen Financial Services AG, que tem subsidiárias em 40 países. O Brasil é o quinto país onde o grupo está presente a adotar a securitização de títulos para captar recursos no mercado financeiro. No mundo, o produto recebe o nome de Driver e, por esta razão, aqui o projeto foi batizado de Driver Brasil One.