Esta foi a maior operação do tipo no ano e a única com rating de risco AAA, concedido pela agência Standard and Poors. Coordenados pelo Banco do Brasil e pelo Itaú BBA, os títulos tiveram demanda três vezes maior do que o ofertado, chegando a R$ 1,5 bilhão.
A captação de recursos por meio de letras financeiras faz parte da estratégia de diversificar o funding do Banco Volkswagen. A transação tem como objetivo garantir e sustentar as operações. Segundo a instituição, essas alternativas de refinanciamento permitem a captação a um custo mais competitivo e, consequentemente, reflete em taxas mais atrativas para o cliente final.
“Acreditamos que a demanda superou mais uma vez a oferta inicial graças à solidificação da confiança do investidor na segurança da operação do banco. A credibilidade adquirida nas transações anteriores significou, efetivamente, uma melhora do preço com os acionistas”, afirma Rafael Teixeira, diretor e CFO da Volkswagen Serviços Financeiros.
Criada em dezembro de 2009, as letras financeiras são títulos emitidos por instituições financeiras que consistem em uma promessa de pagamento. A modalidade apresenta prazo mais longo do que o CDB (certificado de depósito bancário), a partir de seu tempo mínimo de resgate de capital, que é de dois anos. Os títulos receberam incentivos para sua emissão, permissão de realização de oferta pública e isenção de recolhimento de compulsório junto ao Banco Central.