A economia global crescerá ao redor de 4% nos próximos dois anos. Se os Estados Unidos e a Europa patinarem, a taxa cairá para a casa dos 3%. A previsão é de Fabiana D’Atri, economista sênior do Bradesco e mestre pela FGV na análise de cenários internacionais. Durante o Fórum Diesel, promovido pela SAE Brasil dia 30 em Curitiba, na Universidade Positivo, ela garantiu que não há sinais de quebras de bancos.
“Os recursos continuarão fluindo para onde há crescimento, na direção dos emergentes”, sentenciou, avisando que haverá desprezo pela moeda norte-americana e que commodities continuarão sendo os pilares das exportações brasileiras, para as quais já contribuem com 70% da receita.
A expectativa do Bradesco indica manutenção da Selic atual na reunião do Copom nesta quarta-feira. O dólar deverá oscilar entre R$ 1,60 e R$ 1,65 pelos próximos meses, enquanto o PIB evoluirá ao ritmo de 3,5% nos próximos anos. A criação de empregos está no patamar de 150 mil postos por mês, especialmente porque o volume de investimentos prossegue em níveis nunca antes registrados.