
|
|||||||||||||||||||||||||||
Redação AB
Atualizado às 19h18
O mercado nacional de veículos rompeu a barreira dos 2 milhões de unidades emplacadas em julho, um mês antes do que acorreu em 2010. Com 306.229 automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus licenciados no País no último mês, o volume de sete meses de vendas chegou a 2.043.500, em crescimento de 8,6% sobre o mesmo período do ano passado.
No comparativo mensal a expansão é bem tímida: o volume de julho representou leve alta de 0,62% sobre as 304.229 unidades de junho e de 1,26% ante os 302.407 emplacamentos do mesmo mês de 2010.
Embora o desempenho seja positivo, ninguém comemora, pois os números mostram o arrefecimento do mercado brasileiro, que começa a convergir para as projeções da associação dos fabricantes, a Anfavea, que estima crescimento de 5% para o ano todo sobre 2010.
Com raras exceções, o mês foi ruim para todos. Com encarecimento do crédito, as vendas de varejo nas concessionárias pararam e o avanço do mercado foi sustentado por compras de frotistas. Na semana passada, Jaime Ardila, presidente da General Motors América do Sul, destacou que estava “decepcionado” com o desempenho comercial este ano, pois as vendas diretas para grandes clientes “não são sustentáveis no médio e longo prazos”.
“Em São Paulo, o número vendido para empresas, principalmente para locadoras, chegou a 27% do total. O normal seria entre 8% e 12%”, avalia Ayrton Fontes, economista da agência de promoção de varejo automotivo MSantos. Ardila calcula esse porcentual em 22%.
“O resultado de julho demonstra tendência de estabilidade no mercado, o que já era esperado”, afirmou em nota Sergio Reze, presidente da associação dos concessionários, a Fenabrave. As projeções da entidade para o ano continuam em crescimento de 5,5% (automóveis e comerciais leves), índice que foi divulgado à imprensa na coletiva realizada no início de julho. Anteriormente, a previsão era de 4,2%.
Resultados por segmento
Automóveis e Comerciais Leves – Os emplacamentos de veículos leves seguiram a tendência de equilíbrio. O segmento registrou ligeiro avanço de 0,35%, passando de 286.935 em junho unidades para 287.941 em julho. Já na comparação entre os acumulados (janeiro a julho) de 2010 e 2011, as vendas aumentaram de 1.780.924 para 1.926.020 unidades, em crescimento de 8,15%.
Caminhões – Foram comercializados 15.533 caminhões em julho, contra 14.769 unidades no mês anterior, em alta de 5,17%. De janeiro a julho de 2011, quando foram negociadas 98.356 unidades, a evolução foi de 15,11% sobre o mesmo período de 2010 (85.446).
Ônibus – As vendas de ônibus evoluíram 3,81% de junho para julho, passando de 2.628 unidades para 2.728. Na comparação entre os acumulados de 2011 e 2010, o setor cresceu 21,69%, saltando de 15.695 unidades em 2010 para 19.099.
Motos – As vendas de motos recuaram 0,98% no mês, diminuindo de 161.784 unidades em junho para 160.197 em julho. No acumulado de 2011, o segmento de duas rodas evoluiu 10,14% sobre o mesmo período de 2010, passando de 979.113 para 1.078.444 de motos emplacadas.
Implementos Rodoviários – O segmento de implementos rodoviários e rebocados apresentou crescimento de 2,72% de junho para julho, passando de 5.151 unidades para 5.291. Comparando o desempenho de janeiro a julho de 2011 e 2010, o setor avançou 7,21%, totalizando 34.153 unidades em 2011.
Máquinas Agrícolas – O segmento contabilizou 4.851 máquinas agrícolas e de construção em julho, ante 4.870 unidades em junho, retraindo-se 0,39%. No acumulado de 2010 contra 2011, a queda foi de 8,39%, passando de 34.577 unidades para 31.677 unidades.