
Diante das evidências, ele afirma que o BC deve iniciar a subida de juros em 0,75 p.p. “Continuamos acreditando que o Copom tem um compromisso inequívoco com a manutenção da inflação nas metas no horizonte relevante. O BC será sensível aos argumentos de risco inflacionário” — afirmou no boletim diário emitido pelo banco.
Entende o Bradesco que a deterioração dos núcleos, dessazonalizados e suavizados pela média, deixa clara a tendência de piora na inflação subjacente, aquela que é a mais sistemática e menos sujeita a ruídos de curto prazo. Além disso, as expectativas de inflação para o final deste ano, para os próximos doze meses e para 2011 tiveram deterioração importante, revelando que há uma percepção de que a inflação será permanente, o que também vai contra o argumento da temporalidade.
Do lado da atividade, a indústria e o comércio estão crescendo a um ritmo ‘chinês’. Ao contrário do que se poderia esperar, a expansão do PIB manteve o forte ritmo de crescimento verificado durante a recuperação pós-crise (o crescimento na margem no 1º trimestre de 2010 de 2,2%, segundo nossas estimativas, superaria o crescimento dos trimestres anteriores). Ou seja, desde a última reunião do Copom, consolidou-se a perspectiva de forte ritmo de expansão da atividade e de fechamento mais rápido do hiato do produto.