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BC: inadimplência de veículos sobe a 5,9% e bate novo recorde

A inadimplência nos financiamentos para a compra de veículos por pessoas físicas bateu novo recorde em abril. Segundo relatório divulgado nesta sexta-feira, 25, pelo Banco Central, a taxa de atrasos nos pagamentos acima de 90 dias passou de 5,7% em março para 5,9% no mês passado. Em abril de 2011 este índice era de 3,2%. Desde dezembro, a inadimplência subiu 0,9 ponto porcentual.
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Redação AB

25 mai 2012

2 minutos de leitura

O BC informou também que os empréstimos com atrasos entre 15 e 90 dias, indicador utilizado para antecipar a tendência da inadimplência, recuou de 8,6% em março para 8,5% em abril, ainda acima dos 7,6% registrados em dezembro do ano passado para o setor de veículos.

Nos empréstimos para aquisição de outros bens, os atrasos acima de 90 dias também cresceram, de 12,9% em março para 13,4% em abril.

Entre as modalidades detalhadas no relatório do BC, apenas o cheque especial registrou queda na inadimplência, de 10,6% para 10% na mesma base de comparação, menor taxa desde outubro de 2011 (9,5%).

CRÉDITO E PRAZO

As operações de crédito para compra de veículos destinadas às pessoas físicas caíram 0,3% em abril com relação a março, segundo o BC, de R$ 201,3 bilhões para R$ 200,6 bilhões. Segundo a instituição, a contração do mercado no mês passado aconteceu no segmento de arrendamento mercantil – o leasing -, cujo estoque caiu 5% no mês, para R$ 22,6 bilhões. No crédito direto ao consumidor, a carteira cresceu 0,3%, para R$ 178 bilhões.

O prazo médio dos empréstimos para aquisição de veículos ficou praticamente estável, com 17 meses.

A taxa de juros para esses empréstimos recuou pelo segundo mês seguido, de 26,5% em março para 26% ao ano em abril, menor patamar desde dezembro de 2010 (25,2% ao ano). O recuo se deve, em parte, à redução no spread bancário de 17,3 pontos porcentuais para 17,1 pontos, na mesma comparação. Esse spread ainda é o maior desde janeiro, quando a taxa estava em 16,6 pontos. O spread representa a diferença entre o custo de captação dos bancos e o que é efetivamente cobrado do cliente.