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Beetle, March e Fiat 500 estimulam indústria do México

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Redação AB

18 fev 2011

3 minutos de leitura

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Sérgio Oliveira de Melo, do México, para AB

Quando o diretor executivo da Ford para América Latina, Eduardo Serrano, fala, é bom prestar atenção. Em setembro do ano passado, ele fez o prognóstico que para 2010 as vendas da indústria automobilística mexicana deviam chegar as 850 mil unidades. E o fez quando muitos pensavam em números muito mais modestos como 780, máximo 800 mil. Depois de saber que entre automóveis e caminhões o México comprou 846 mil veículos no ano passado, vemos que é sábio escutar Serrano.

O mercado interno mexicano continua vivendo uma lenta recuperação. O crescimento de 2010 foi de 8,7%, quando falamos só de veículos leves, para alcançar um número total de 820,406 unidades vendidas, uma cifra 20% menor que a de 2008.

Muitos acham que esse ritmo de crescimento pode ser mais baixo em 2011, calculando um aumento de vendas da ordem de 5 ou 6 por cento. O motivo seria o precário equilíbrio económico mundial, avalizado pelo economista Olivier Blanchart, do FMI.

A situação de violência que vive o México, pela luta contra o tráfico de drogas travada pelo Presidente Felice Calderón desde o primeiro dia do seu mandato, ajuda nessas incertezas, freando o ímpeto da população para comprar qualquer coisa, principalmente carros, cujo roubo quase duplicou de 2006 a 2010.

A boa notícia é que a produção aumentou 50% comparada a 2009. É um número maior até do que 2008, de fato, 7,5% maior. A exportação também cresceu de maneira forte, aumentando suas cifras 52%. As vendas para Estados Unidos cresceram 45%, mas foi a América do Sul, com o Brasil liderando, que teve o aumento mais espetacular na recepção de veículos produzidos no México, nada menos que 98.4% a mais. A América Latina foi a segundo principal destino dos produtos mexicanos, representando 16,7% do total. Estados Unidos ainda é líder disparado, consumindo 66,1% do que é feito no México.

Vários projetos devem impulsar se não o mercado interno, pelo menos a produção e exportação de automóveis em 2011. Eles são o novo Volkswagen Beetle, que será feito em Puebla; o Nissan March, feito em Aguascalientes e o Fiat 500, fabricado em Toluca. Todos tem nos Estados Unidos seu destino principal.
Apesar de tudo, não há muito otimismo. Até Eduardo Serrano acha que o mercado vai crescer pouco, algo na casa dos 7 ou 8%. E como já vimos desde o ano passado, quando Serrano fala, é bom escutar.