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Behr avança em soluções para atender Euro 5

Não são apenas as montadoras, mas também seus fornecedores, que estão trabalhando continuamente para atender à nova legislação de emissões de poluentes que consta da fase 7 do Proconve (Euro 5), que entrará em vigor em 2012.
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17 dez 2009

2 minutos de leitura

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Uma dessas empresas é a Behr Brasil, que atua no segmento de gerenciamento térmico automotivo. Segundo Max Davis Forte, CEO da companhia, a tendência de redução de emissões e consumo é forte também no segmento de veículos comerciais, com motores a diesel. “Hoje, boa parte dos recursos está direcionada para atender a esta demanda”, garante.

Forte explica que a Behr tem trabalhado muito para aprimorar o resfriamento dos gases de escape do motor, já que a legislação demanda o uso de sistemas auxiliares para atender o nível de emissões.

“O propulsor precisa de sistemas auxiliares. Há soluções aplicadas na Europa que fazem os gases voltarem para a câmara de combustão para uma nova queima, como no EGR (exhaust gas recirculation) da Behr”, explica.

Além dos radiadores de água e intercoolers, outro sistema auxiliar importante é a refrigeração forçada do motor através do ventilador acionado por diferença de viscosidade do óleo. No Brasil, a empresa fabrica este modelo (Visco Fan), que já possui também sua versão eletrônica, com melhor performance com menor consumo de combustível.

“As variações de temperatura do motor somadas a diversos outros parâmetros são gerenciadas por uma pequena central eletrônica que aciona o conjunto Visco Fan para fazer o arrefecimento forçado na medida e tempo certos”, detalha.

O pré-desenvolvimento dos produtos é feito na matriz, na Alemanha, segundo Forte. “Logicamente, fazemos aqui a adequação dessa tecnologia”, diz. Para ele, a maior dificuldade encontrada no Brasil está relacionada à qualidade do diesel. “O combustível daqui tem particularidades, isso demanda adaptação. Além disso, a severidade do uso dos veículos no Brasil é maior que na Europa, o que também influencia.”

Downsizing

Em relação aos motores bicombustíveis, Forte acredita que eles também podem ter redução de consumo e emissões com o uso de materiais mais leves e de sistemas auxiliares como turbo, intercooler e sistemas elétricos mais inteligentes associados ao downsizing.

“Temos trabalhado no downsizing de nossas peças. Com o motor menor, temos de diminuir o tamanho, peso e melhorar o desempenho dos sistemas de arrefecimento utilizando radiadores e condensadores de alta performance, porém com dimensões cada vez menores”, conclui.