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Redação AB
Max Forte, CEO da Behr Brasil, aposta no caminho da tecnologia para alavancar a competitividade da operação brasileira diante dos concorrentes de fora. Para ele, essa é a forma de enfrentar os agressivos asiáticos, que estão chegando ao País, e oferecer aos fabricantes de veículos alternativas para comercializar no mercado interno, ou exportar, produtos com alto valor agregado. Coerente com esse princípio, a empresa inaugurou recentemente um centro tecnológico em Arujá, onde fica a sede regional da corporação alemã.
A receita da Behr no País é dividida em três partes praticamente iguais. Uma corresponde à venda de equipamentos de ar condicionado para carros de passeio; as outras duas a sistemas de resfriamento para automóveis e veículos comerciais. A marca é forte no segmento de arrefecimento para caminhões, fornecendo para a maioria das marcas. Entre os concorrentes locais estão a Delphi e Valeo (com presença importante no aftermarket), Denso, Visteon e a pequena Modini.
A matéria-prima principal para a produção dos equipamentos é o alumínio, que deixou o cobre para trás por razões econômicas e grau de avanço da tecnologia associado aos materiais. Embora haja previsão de uma escassez de alumínio, os preços do cobre continuam significativamente mais elevados no mercado de commodities.
A trajetória da Behr no Brasil teve início em 1986 quando a empresa estruturou parceria tecnológica com a RCN Radiadores na área de arrefecimento. Em 1994 a empresa alemã absorveu 55% do capital da associada e chegou aos 100% em 1997. Dois anos depois veio a decisão de oferecer também sistemas para ar condicionado. “Hoje somos uma empresa dedicada à gestão térmica automotiva”, diz Forte, explicando que a engenharia da companhia entra em ação quando é preciso ‘esquentar ou esfriar alguma coisa’.
Forte assegura que a empresa tem na matriz uma série de tecnologias que podem ser incorporadas pela indústria automobilística brasileira quando a demanda por maior conteúdo exigir. É o caso de sistemas de ar condicionado sofisticados, para duas ou quatro zonas, e até mesmo de componentes capazes de recuperar energia térmica e transformá-la em eletricidade.
O executivo admite que há preocupação hoje no setor com o crescimento acelerado da demanda, que pode levar a uma produção de 5 milhões de veículos no País dentro de pouco tempo. Ele assinala que houve um avanço significativo do ar condicionado nas vendas automotivas, que avançou do patamar de 45% para 75% nos últimos cinco anos. “Tem havido um esforço de todas as partes para evitar gargalos na cadeia de suprimentos, reunindo o supply chain e as montadoras”, afirma.
Assista à entrevista exclusiva com Max Forte, CEO da Behr:
Foto: Max Forte, CEO da Behr.