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O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, afirmou nesta quinta-feira, 6, que o aumento do preço do aço, que está sendo ensaiado pelas siderúrgicas, assim como o fim do redutor de 40% para a importação de autopeças para montadoras e sistemistas, anunciado na última quarta-feira, 5, pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, são motivos de preocupação para o setor.
“O aço é um problema, já que aumentará os custos. Produtos mais caros são menos competitivos e esse é um problema sensível ao setor. Cada montadora irá definir agora a sua política. Será o mercado que definirá o repasse de preços ao consumidor”, ressaltou o executivo.
Sobre a eliminação do desconto de 40% para a importação de autopeças, Belini salientou que o fato poderá incentivar a importação de carros completos pelo País. “Aqueles produtos que têm menor índice de produção e maior importação serão prejudicados e o custo será repassado. Com a perda de competitividade eles podem começar a ser importados. A medida pode diminuir o déficit para autopeças, mas aumentará para o de veículos completos”, disse.
O presidente da Anfavea se reuniu na quarta-feira com Miguel Jorge, do Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, quando discutiram a medida do governo. Belini confirmou que o ministro comprometeu-se a “acompanhar periodicamente o desempenho das importações”. O executivo lembrou que a entidade ainda conversará com o governo sobre o tema, já que, segundo ele, o setor desconhece como será na prática a retirada do redutor. “Apenas sabemos que ela será eliminado ao longo de seis meses”, afirmou.