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Marli Moreira, Agência Brasil
Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, disse nesta segunda-feira, 6, que o aperto da liquidez, anunciado na semana passada pelo Banco Central e que retirou do mercado R$ 61 bilhões, não afetará de forma significativa o desempenho das vendas do setor no mercado doméstico.
“É apenas ajuste de efeito transitório para conter uma bolha de consumo”, ponderou Belini, prevendo demanda mais modesta entre janeiro e março, porém, de acordo com o fluxo tradicional que se verifica nessa época do ano. Pela análise que fez, haverá maior concorrência entre as instituições financeiras, que terão de se adequar para obter maior captação.
Ele observou que o Brasil tem hoje “uma nova pirâmide social, com 35 milhões de pessoas que passaram das classes D e E para para a classe C, o que faz o mercado mais robusto”. No entanto manifestou a preocupação com a crescente participação dos importados no segmento automobilístico. Ele estima que as importações deverão abocanhar cerca de 20% do mercado. “Estou vendo crescer mais as importações do que as exportações e precisamos melhorar nossa competitividade para vender mais lá fora também”.
Para Marcelo Cioffi, diretor da empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), a análise da Anfavea é correta. Ele observou que o país ocupa a quarta posição em vendas, mas está em sexto lugar no ranking mundial de produção. “A gente tem que olhar os nossos concorrentes porque todos os países emergentes vão produzir muito e todos têm a aspiração de ser exportadores, não só para o Brasil, mas para o resto do mundo”, disse.