
A indústria automobilística brasileira passa por um momento difícil na balança comercial, com as exportações de veiculos em queda livre sendo superadas pelas importações.
O executivo endossa as projeções da Anfavea segundo as quais as vendas exzternas podem nem mesmo chegar a 400 mil unidades este ano, contra 735 mil de 2008.
Os parceiros internacionais do país, como México e Argentina, vivem momentos de dificuldades e deixaram de fazer encomendas de nossos produtos. Enquanto isso, as operações de chineses e coreanos começam a avançar em território nacional. Os veículos importados representaram 15,2% dos emplacamentos feitos em julho.
Belini reafirma que a indústria local precisa se fortalecida e há muito o que fazer para ganhar competitividade. Um mercado interno forte, que estimule a produção local de pelo menos 5 milhões de unidades, é considerado por ele essencial para o país ganhar competitividade no setor.
Ele enfatiza que as montadoras possuem na América do Sul apenas cinco plataformas que produzem mais de 200 mil carros por ano. Enquanto isso há 23 na América do Norte, 23 na Europa, onze no Leste Europeu e 42 na Ásia.
O executivo calcula que o Brasil deve representar o segundo maior mercado entre os Brics em 2009 e tem possibilidade de crescimento, mas o sucesso só pode ser atingido por meio de uma política industrial integrada e de longo prazo.
Durante o simpósio Tendências e Inovação na Indústria Automobilísitica, promovido pela SAE Brasil dia 31 de agosto em São Paulo, Belini disse que o Brasil tem o menor número de engenheiros entre os países do Bric, embora os centros locais de pesquisa e desenvolvimento sejam os mais desenvolvidos em competência e autonomia.