
Ele considera que serão emplacados 2,67 milhões automóveis e comerciais leves, sendo 300 mil veículos importados. As exportações devem somar 450 mil unidades. Para atender essa movimentação, a indústria local precisa montar 2,820 milhões de unidades. Como já havia um estoque de 100 mil unidades na virada do ano, o total de automóveis e comerciais leves a ser produzido cai para 2,720 milhões de unidades.
Belini soma a esse subtotal mais 150 mil caminhões e 70 mil tratores, incluindo os destinados a exportação.
A produção total da indústria automobilística este ano sobe, assim, para 2,94 milhões de unidades. Sem os tratores, a soma seria 2,75 milhões de veículos.
Ele fez esses cálculos durante o seminário AutoData Revisão das Perspectivas, organizado por Automotive Business dia 11 de maio, no Hotel Sheraton WTC, em São Paulo.
“Temos ainda um grande mercado” – concluiu.
Belini destacou o número expressivo dos emplacamentos diários em abril, de 11.226 veículos.
Ele atribui a situação atual do mercado automotivo à solidez do sistema financeiro criada nos últimos anos e à reação rápida das empresas e do governo ao avanço da crise internacional.
O primeiro quadrimestre do ano foi o melhor da história das vendas no mercado interno de automóveis e comerciais leves, com 866,9 mil unidades. No mesmo período de 2008 foram emplacadas 866,2 mil unidades (639,7 mil em 2007 e 520,8 mil em 2006).
Ele atribui o bom resultado recente das vendas não apenas à redução do IPI concedida pelo governo, mas também aos descontos que as montadoras ofereceram nas promoções.
“Falta ainda vender 8 milhões de carros no Brasil para chegarmos à mesma densidade apresentada pela Argentina” – disse Belini, referindo-se ao número de pessoas por carro. Para chegar aos padrões europeus seria preciso acrescentar 75 milhões à frota atual.
“Temos uma demanda potencial que poderá ser atendida a médio e longo prazo, desde que a economia cresça e aconteçam investimentos em infra-estrutura” – afirmou.