
Cledorvino Belini, presidente da Fiat na América Latina, considera que o Brasil sofrerá um impacto menor da crise global, conseguindo se distinguir dos demais países emergentes. “Já vencemos o primeiro trimestre, com recorde de vendas no mercado interno, sem que a catástrofe tenha se instalado”, afirmou.
Belini ressaltou a força do mercado interno brasileiro e destacou o acerto do governo na adoção de medidas que contribuíram para aumentar a liquidez do mercado e a oferta de crédito, como o corte na taxa básica de juros e a redução do IPI dos veículos, que possibilitou o incremento das vendas de automóveis no mercado interno.
“Tivemos uma queda rápida e vertiginosa, mas já estamos em movimento de ascensão”, disse o presidente da Fiat. “Por isso, o Grupo Fiat mantém o plano de investimentos, trabalhando com a perspectiva não só de recuperação de mercado, mas também da nossa capacidade de inovar e transformar a crise em oportunidade”, afirmou.
A confiança nas forças competitivas do Brasil também foi reforçada em palestra do economista Stephan Kanitz. Ele afirmou que, mesmo com os sucessivos prognósticos pessimistas que ocupam o noticiário nos últimos meses, “a realidade indica que não há crise no Brasil que dá certo”.