
Diante da expansão em todas as frentes de negócios da divisão de componentes para freios, tanto no mercado de reposição como no de peças originais que dividem meio a meio os pedidos, a Honeywell já prepara a expansão da fábrica de Sorocaba (SP). “As primeiras máquinas já começaram a chegar e a partir de abril deveremos ampliar em cerca de 25% nossa capacidade de produção”, conta o diretor geral. Com isso, a planta no interior paulista poderá produzir mais de 11 milhões de pastilhas por ano, contra 9 milhões atualmente em dois turnos de trabalho. Mas Vicari explica que tudo vai acontecer sobre o mesmo teto, sem necessidade de obras civis, com aumento de produtividade trazido pelos novos equipamentos e enxugamento de processos.
A Bendix atua no mercado de reposição com cerca de 450 itens (mais de 20 deles lançados este ano). Como terceira marca mais vendida no segmento, o aftermarket representa quase metade dos volumes produzidos em Sorocaba. A outra metade é direcionada ao fornecimento direto para sistemistas, montadoras e suas concessionárias. “Estamos em terceiro lugar no mercado original (OEM), mas deveremos passar para a segunda posição em 2014 com a conquista de novos contratos”, adianta Vicari.
As exportações começaram há pouco tempo, mas já representam 12% das vendas da Bendix, dentro da porção destinada ao aftermarket. Atualmente a Honeywell só exporta suas pastilhas e lonas de freios para a vizinha Argentina e o México. “São mercado importantes, onde existem muitos carros brasileiros em circulação”, diz Vicari.
Na projeção de Vicari, os negócios da divisão de componentes de freios vão continuar a avançar em 2014. Nisso ele já inclui a volta da Bendix para o segmento pesado, com produtos que deverão atender a mais de 90% das necessidades desse mercado: “Vamos continuar a ampliar nossa oferta de produtos, mas também voltaremos a oferecer lonas e pastilhas para caminhões”. Ele acrescenta que o departamento de engenharia desenvolve cerca de 20 novos itens para acompanhar o programa de lançamento de novos veículos previstos pelas fábricas instaladas no País e da crescente gama de modelos importados.
Vicari também conta que haverá um reforço na área comercial, tanto para atender ao esperado aumento dos pedidos como para prospectar novos clientes. “Vamos aumentar o número de pessoas no atendimento e trabalhar melhor com marketing e inteligência de mercado, que hoje é bastante customizado. Precisamos criar soluções específicas para cada cliente”, diz.
Segundo Vicari, a fábrica de Sorocaba trabalha com grande índice de fornecedores nacionais. Atualmente, cerca de 25% dos insumos usados na produção são importados.